É o que?

Uma moça quase sem vergonha

A volta do Professor 09/12/2009

Filed under: NOX,Paixão — Naty @ 18:28
Tags:

Sim, depois de meses sem notícias daquela criatura foclórica ma-ra-vi-lho-sa, és que resolvou tomar uma atitude definitiva!

Eu realmente admito que estava obcecada e facinada pelo meu Professor, e hoje em dia sei que é tudo idealização, mas eu o achava lindo (isso continua sendo verdade), educado (isso também), gentil (é, isso também), perfeito (essa foi idealização…). Mas enfim, o fato é que eu cheguei ao cúmulo de procurar no sistema do meu estágio pelo nome dele e ver quando e onde ele teria audiência lá no Fórum, descobri que ia ser uma semana dali pra frente, e, nesse fatidico dia, fiquei perambulando pelo corredor perto da vara da audiência pra ver se esbarrava com ele “coincidentemente”. hahahahahaha Mas não deu certo, porque ele nem apareceu, mas sabe que uma das partes dessa audiência era um gatinho e super ficou me dando bola?! hahahahahaha

Eu deixei passar, mas todo mundo ficava perguntando: e o seu Professor? Ai que coisa! Acabou que encontrei o e-mail dele no google (sim, eu google as pessoas pra se fudeer), e meu dilema só fez aumentar. Mandar ou não mandar?! Perguntei a todas as minhas amigas e nenhuma delas sabia o que eu deveria fazer, nem minha piscologa, Rose, sabia o que eu deveria fazer.

Foram mais um mês e meio de dilema, onde minhas amigas começaram a concordar que ele ia pensar que eu era uma desmiolada desesperada, pois tinha encontrado o e-mail dele não-sei-onde e tinha “corrido atrás.” Bem, um belo dia ocioso eu resolvi virar uma mulher moderna e mandar todos tomarem no cú e mandei um e-mail pra ele. Adimito que não foi nada fácil, só pensava na resposta dele como sendo: “Desgruda desmiolada carente!”, mas mesmo assim deixei a insegurança de lado e enviei o bemdito e-mail, com a desculpa esfarrapada de que tinha encontrado o e-mail dele num curriculum que ele tinha na internet através de uma pesquisa que estava fazendo para faculdade (hã? alguém acreditou nisso?).

Além da minha desculpinha muito esfarrapada, o e-mail era composto por mais uma descrição descontraida e irônica de quem eu era e de onde nós tinhamos nos conhecidos. Não era possivel que depois de lembrar até em que carteira eu sentava ele esquecesse que tinha me agarrado na boate.

Finalizei dizendo que queria manter contato com ele e que se ele me achasse muito maluca perceguidora não precisava nem responder o e-mail (meu atestado de doida né?). Nenhuma resposta veio nos 15 dias seguintes.

Eu perdi as esperanças e parei de abrir meu e-mail de 3 em 3 horas. E continuei a viver né… Até que, numa bela noite de verão (no Recife é sempre verão), eu estava tranquilamente conversando abobrinhas no MSN com minhas amiguxas quando sobe a janelinha: Você recebeu uma nova mensagem de Professor.

Quase que eu tive uma bilôra. Depois de dar pulinhos e contar a toooodas as minhas amigas, eu entrei no meu e-mail pra ver qual foi a resposta dele. Ele, muito phyno e educado, não me chmou de doida, desmiolada, maluca e afins. Pediu desculpas pela demora em responder o e-mail (já pensou?!) pois não entrava muito naquela conta. Disse também quem é claro que lembrava de mim, e para eu adiciona-lo no MSN.

Pasmei. Depois de me recuperar do siricutico, adicionei ele no MSN, e estou agora mesmo conversando com ele. Onde será que isso vai dar?

 

Professor e Aluna II 03/12/2009

Filed under: FIR,Histórias NUNCA publicadas!,NOX,Paixão — Naty @ 16:48
Tags: , ,

Fui no bar com ele. E ele tem um jeitinho tão fofo, sabe aqueles caras que não sabem o quão lindos são?! Ele passava e as mulheres viravam pra ver, lógico que quando eu via essa piriguetes safadas olhando pra o meu professor chegava logo junto, tipo assim “esse é meu!”. 

Chegamos no bar.

Professor: – Aquele é meu irmão.

Ele apontou pra um cara do outro lado do bar.

Professor: – Parece comigo?

Nathalia miope-no-meio-da-fumaça: – Não muito.

Professor: – Sério?!

Nathalia olhando-melhor: – Mais ou menos.

Professor: – Ele é meu irmão mais velho.

Nathalia: – Sério? Não parece!

O Irmão vê que ele está do outro lado, olha pra baixo, faz que vai pegar alguma coisa no bolso e mostra o dedo médio pra o Professor.

Professor: – Olha que mal educado! – falsa indignação.

Nathalia rindo: – Que nada! Isso é coisa de irmão!

Professor: – Se você der dedo pra ele eu faço tudo que você quiser.

E nessas horas que agradeço por ninguém conseguir ler minha mente, se alguém conseguisse, ia ficar horrorizado.

Nathalia: – Eu não faço isso, sou uma menina educada!

Professor: – Ahh! Peraê! Vem cá!

O Professor foi por trás de mim e pegou minha mão, segurou os outros dedos e levantou o dedo médio.

Fiquei rindo.

Professor: – Que coisa feia! Agora me diz, o que você quer?

AI MEU DEEEUS!

Nathalia cú-doce: – O perdão da minha fila.

Professor: – Ahh! Mas veja, você confessou o crime, então só dou 50% de perdão.

Nathalia: – Então diga, o que você quer pra me dar 100% de perdão?

Professor: – Eu devo impor ou pedir?

Pedir não peloamordedeeeeus!

Nathalia: – Você quem sabe!

E enfim ele me beijou! Enfim eu fui no céu de novo. Enfim me fodi apaixonada de novo.

Professor: – Tá perdoada.

Fui com ele pra o outro lado do bar, ficamos conversando, e já eram 5h da manha. Ele disse que ia deixar os amigos na porta, e eu tinha que falar com meus amigos, a gente ia se encontrar no camarote.

Acabamos nos perdendo. Subi pra o bar e fiquei no fumodramo com Álvaro e Mari. Depois encontrei um conhecido que nem reconheci, e ficamos conversando papo furado. Quando voltei ao camarote ele deveria ter ido embora a muito tempo.

E eu nem peguei o e-mail dele.

 

Professor e Aluna

Filed under: FIR,Histórias NUNCA publicadas!,NOX,Paixão — Naty @ 16:08
Tags: , ,

E esse fim de semana foi a reinauguração da minha boate favorita. Eu não ia, porque era o aniversário de uma amiga em outra boate, como ela me chamou e eu disse que ia lá fui eu.

Já cheguei sozinha, porque a despirocada da Mari já tinha ido, então fui me encontrar com Lala lá. Só que Lala se atrasou. Bom. Ótimo!

Cheguei na boate às 22h horas, lá tem que chegar cedo porque se não num entra. Bom. Meu nome supostamente tava na lista VIP. Ótimo. O problema era que a tal “lista VIP” era uma bagunça, passei mais uma hora plantada e criando raiz até a mulher ver se meu nome tava na lista da aniversariante. Constatou-se que a aniversariante não tinha lista. Bom. Mais tarde ela descobriu que a lista tava em nome de outra pessoa, ela procurou meu nome na lista e não estava lá. Ótimo.

Sai do meio da reb*cetagem(palavra muito bem dita por um conhecido da “lista VIP”) que tava lá e liguei pra Lala, que ligou pra Aninha, a aniversariante, que disse que era pra eu entrar com outro nome.

E chega Lala com o namorado, mas eu ainda tava do lado de fora. Lala já chegou meio puta, e o namorado mais ainda. Ligou pra Aninha:

– Aninha, vem nos buscar aqui fora!
Aninha: – Ah Lala, num dá não!

Mari chegou e fico esperando no carro. E Thiago, filho do dono chega, e Lala enche o saco dele, só que quando ele resolve colocar a gente pra dentro Mari ainda tava no carro, pedi pra ele esperar, e ele não esperou. Foi o pingo, peguei meu rumo com Mari pra casa de Álvaro, fomos pra Nox. A melhor decisão da noite.

Pois fui, entrei rapidinho, não demorou nem 5 minutos (a influência de Álvaro é máára mesmo!).

E dancei aqui e ali. Encontrei um dj amigo e dancei com ele. Quando todo mundo cansou fui beber uma água no bar e colocar a fofoca em dia. E lá, em meio da multidão, vejo meu professor.

Eu quase tive um siricutico. Álvaro queria porque queria que eu fosse lá falar com ele. HÁ! Nem a pau! E ele ia me puxando, e batia no professor e eu ia embora. Imagina que eu ia dar em cima do meu professor!

Tá bom, esse professor é bem novinho, bem graciosinho, bem fortinho, bem lindinho, ele é, tipo assim, o professor mais gato ever! Mas num era por isso que eu ia lá falar com ele né?!

Fui pra pista, depois pra o camarote, dançar com meus amigos. Já tinha até esquecido do professor, quando ele aparece no camarote que eu estava. Olhei, e olhei, e olhei, depois comecei a admirar, e admirar. E ele tava indo embora, só que eu estava saída.

Ele não estava indo embora afinal.

Professor: – Não vai falar comigo não Nathalia?!

Nathalia pasma-tendo-um-siricutico: – Err… Eu não tinha certeza se era você mesmo professor!

Professor: – Aposto que nem lembra meu nome!

Bobinho, e como eu lembrava!

– Como eu ia esquecer o nome do meu melhor professor de Processo Civil?! – Nathalia galante-brega.

– Então?!

– É Fulano*! (*bem, esse eu quero proteger a identidade)

Professor ri e bebe mais um golinho do uísque, depois fica olhando pra mim enquanto eu danço e baixo meu vestidinho balonê mínimo.

– Eu era uma boa aluna não era?! – eu pergunto inocente.

– Você passava a aula toda lendo romances!

– Eu?!? De jeito nenhum! Eu sentava na primeira fila!

– Tá certo, você só lia mesmo na hora do intervalo (lógico, na hora da aula eu estava ocupada, secando ele), mas você não sentava na primeira fila, sentava na segunda, a minha direita.

Pasmei. Whatever. Ponto, pra mim.

Chega o amigo dele.

– Nathalia meu amigo, amigo Nathalia, minha EX-aluna. Sabe que ele aplicou prova pra você?

– Ah foi?! Disso eu não lembro!

Pra que lembrar afinal?!

Professor: – Tava colando não foi?! (ele é de Belo Horizonte, e tem esse sotaque liindo!)

– Eu?! Jamais professor! Eu não precisava colar! Porque eu estudava!

– Ah tá. Tem certeza?!

– Tá certo, vou assumir! Eu não colei! Mas dei fila!

– Ahh! Olha o crime aparecendo!

– Ah professor, tinha que ajudar os amigos necessitados, sabe aquele trabalho? Pois eu fui a única da sala que fiz sobre o primeiro texto, e foi justamente sobre esse texto que caiu uma questão na prova! Só eu sabia da resposta!

– Hmm… – Professor com cara de incredulidade.

Amigo do Professor: – Sabe, agora que você confessou o crime, pode ser que até o fim da noite tenha algum excludente de culpabilidade.

Eu tava louca por esse excludente de culpabilidade! Contei pra o Professor o que o Amigo dele tinha me dito.

Professor: – E o que seria esse excludente de culpabilidade?

Nathalia: – Não sei, eu é quem quero ser perdoada, quem vai definir o excludente é você.

Professor: – Eu tô com sede. Vamos comigo pegar uma água no bar?

Nathalia aero: – Vamo, vamo.

E lá fui eu.

 

Cabras Safados da Minha Vida II 02/17/2009

Esse cabra safado era o cabra safado mor. Mas ele também era o cabra safado mais gato de todos. Esse é um daqueles que você não se arrepende, só do que não fez.

O nome dele é Alexandro Augusto* (nome modificado e de novela mexicana moderna, mas eu percebo que gosto mesmo do Augusto), eu sempre o chamei de Alex. Agora nem me lembro porque mais, só sei que era Alex.

Alex é lindo, tem os olhos azuis, cabelos lisos e pretos, eu dizia a ele que ele parecia com Tom Cruise, e ele respondia dizendo: “Só se for essa parte da bochecha né?!” e apontava pra bochecha branca dele. Eu ria e pensava que além de lindo ainda era humilde.

Tenho que admitir que até hoje quando o vejo (seja em foto seja pessoalmente) fico viajando na beleza dele. Beleza é aquela coisa bem retórica né? Cada um tem seu gosto, eu o acho lindo, mas nem todo mundo acha ele tãão lindo assim.

Alex era meio doido (que ele não leia isso!), ele sempre falava bem rápido, e repetia tudo 3 vezes, uma vez ele me disse que era porque sempre perguntavam pra ele “O que?”, ai ele já falava 3 vezes pra ninguém perguntar mais.

O pior defeito de Alex pra mim era o fato dele ser galinha, mas muito galinha, um galinha bonito, a pior espécie de galinha do mundo.

Conheci Alex em Porto de Galinhas, no feriado de 7 de setembro. Faziam mais ou menos 2 meses que tinha acabado o namoro com aquele carinha que me traiu, e tava naquela fase de solteira rebelde.

Fui com Milla, minha irmã Lila e Mari pra Porto, alugamos uma casa (casa aqui no sentido de quarto cheio de areia no quintal de um hotel) junto com os amigos do, na época, namorado de Mari.

A casa-quarto se resumia em 3 camas, mais alguns colchões no chão, um balcão dividindo a cozinha do quarto, um fogão sem gás e um banheiro de 1 metro quadrado. Mas mesmo assim era perfeita. Eu não tinha o costume de viajar sozinha com minha amigas, tinha acabado de fazer 18 anos e terminado um namoro de 6 meses, eu queria era curtir!

Cheguei lá e vi aquele deus grego (juro como foi isso que pensei), de óculos escuro e bermuda, foi logo se apresentando, descobri que ele iria dividir nossa casa-quarto também.

Fomos à praia no fim da tarde, pra os meninos tomarem cerveja (não sou muito fã dessa bebidinha não), e Alex veio dar em cima de mim, nem demorou muito e eu estava nos braços dele.

Naquela noite fomos pra Praça de Porto, onde conheci o Homem Errado, que é amigo dele. No caminho de ida ele me levou nas costas, como um cavalinho, parecendo dois retardados brincando (o encanto também deixa as pessoas idiotas). Foi uma noite memorável, acho que fiquei um pouco bêbada também, mas tudo era lindo, até a chuva que começou a cair mais tarde.

Voltamos pra casa já meio ébrios, brincando pelo caminho, e eu já com o princípio de paixonite aguda achando que Alex era o homem da minha vida.

No outro dia fomos à praia novamente, e à Praça de Porto novamente, e mais um dia maravilhoso ao lado do homem da minha vida. E até então ele estava sempre comigo.

No terceiro dia a coisa começou a pegar. Foi o dia do show de Ivete Sangalo, e nós, as meninas, nos arrumamos e fomos na frente. Ficamos esperando nossos bofinhos lá, que estavam em casa tomando banho.

E chega Nando (um dos companheiros de casa-quarto) dizendo:

– Mermãão, Alexandro Augusto pegou umas 3 negas de casa até chegar aqui! -seguida daquela ovação masculina

Só de olhar pra cara dele eu já via que era verdade, talvez nem fosse mesmo, mas o estrago já tava feito. Pensei Ele tá pensando que eu vou ficar quietinha esperando por ele? Foda-se. Passou um amigo e deu em cima de mim, foi ali e agora, fiquei com o menino daquela hora mesmo.

Alex ficou possesso, de vingancinha ficou com mais duas, ele beijava as meninas e olhava pra mim. Quando cansei de ver aquilo fui embora dormir, quando ele chega no quarto fica me perguntando “E ai Naty, achasse fulana bonita?!” e essas coisas idiotas. Também nem abalei muito, virei pra o outro lado e dormir.

O problema foi que acabei me apaixonando por esse cabra safado, depois disso tivemos muitas idas e vindas, mas os detalhes vou deixar pra outro post.

 

Cabras Safados da minha vida I 02/12/2009

Depois de debater muito comigo mesma, resolvi que vou escrever sobre os cabras safados por quem eu me apaixonei em minha vida, a estória na verdade vai ser de com eu me apaixonei, e não se preocupem cabras safados, que vocês vão saber quando eu estiver falando de você!

O primeiro cabra safado da minha vida se chamava Henrique Augusto* (nome falso e de novela mexica), hoje em dia admito que não sinto nenhum rancor em relação a ele, inclusive ele esta namorando e virou um bom menino nos últimos 3 anos, eu acho que a namorada dele deveria me agradecer profundamente, porque grande parte dessa transformação se deve a mim.

Conheci Henrique Augusto aos 16 anos, nas minha aulas de inglês. De primeira achei ele um idiota, um babaca exibicionista, na verdade eu nem tava tão errada. O quadro piorou quando descobri que ele era muito amigo de um ex-namorado de uma amiga minha, o cara é (porque até hoje ele é mesmo) um babaca de marca maior, só fez minha amiga sofrer e eu morria de raiva dele e de qualquer outra pessoa que não tivesse raiva dele também, o que era o caso de Henrique Augusto.

Nosso caso era de mútuo ódio. Passávamos as aulas de inglês discutindo fervorosamente, eu tentando convencer ele de como o amigo dele era um idiota e ele tentando me convencer de que minha amiga era quem tinha entendido errado.

Nós não nos suportávamos, mas mesmo assim continuávamos brigando. 

Chegou o São João, e eu fui com umas amigas pra uma festa de colégio no Clube Alemão. Eu estava naquela época iniciando a minha vida alcoólica, e por isso não sabia muito bem me controlar. Pois bem, depois de umas biritinhas, e de uns carinhas bem horríveis pedirem pra dançar comigo, ficando me rodando e rodando, comecei a passar mal.

Virei pra minha amigas e disse que ia sentar, porque se não ia passar mal, eles foram comigo, mas no meio do caminho quem eu encontro? Henrique Augusto.

Eu sempre tinha ouvido falar da fama de cabra safado de Henrique Augusto, que ele era um galinha, não valia nada e blá blá blá. Eu pouco me lixava, eu odiava ele mesmo.

Naquele dia eu não o odiei. Quando passei ele me pegou pelo braço e, com aquela cara dele de cachorrinho que caiu do caminhão de mudança, me perguntou “Dança comigo?”, eu já ia dizer não, que eu tava passando mal e tal, ia embora, mas ai ele me puxou e eu fechei os olhos enquanto ele ia me conduzindo (sou um zero à esquerda em forró).

Nem lembro por quanto tempo dancei com ele, minha amigas sumiram como fumaça, e eu fique lá dançando com ele. Não sei quando nem quem tomou a iniciativa, mas em algum momento entre dançar forró e a conversa mole dele estávamos nos beijando.

Passei o resto da festa com ele, não lembro porque fui pra casa, nem de que horas isso aconteceu, só lembro que no outro dia acordei, sem ressaca (porque eu nunca tenho ressaca), e lembrei o que tinha feito.

Fiquei indignada comigo mesma. Tirei ele da minha cabeça o máximo que podia durante as férias, mas o estrago já tava feito.

As aulas começaram de novo, e o inglês também, tinha chegado a hora de encarar ele de novo, tava me preparando psicologicamente por dias pra reencontrar ele. Mas ele não foi pra aula, e nem no outro dia e nem na outra semana, e nem na outra, ele passou 1 mês sem ir pra aula.

Eu já tinha desistido, pensado que ele tinha mudado de turma, ou mudado de curso, enfim, conformada e (até ai) feliz por ter me livrado.

Então fui eu desprevenida pra minha aula de inglês, e quem eu encontro lá? Henrique Augusto.

Meu coração disparava sem eu poder me controlar, como os livros descrevem, e eu nunca acreditei. Mas é verdade, eu tentava me acalmar e não conseguia. Ele me tratou normal, inclusive nós brigamos como sempre naquela aula.

Sai da aula descontrolada, Ele não tem o direito de me deixar assim! era o que eu pensava constantemente.

Uns meses depois me conformei que estava apaixonada por ele, mas ele nem ligava pra mim. Continuávamos na mesma, como se nada tivesse acontecido naquela festa.

Um dia minha irmã tava conversando com ele pelo msn, e disse, o que eu deveria ter dito, que eu era apaixonada por ele, a resposta dele foi “Gosto dela do meu jeito.”

Depois disso nos resolvemos parcialmente, voltamos a ficar, ficávamos sempre no inglês, só no inglês. Passaram-se meses e depois um ano naquela mesma situação. Eu já estava cansada, e sempre que tentava acabar com aquilo ele conseguia me persuadir de desistir.

Uma vez fomos pra o cinema depois do inglês. Fui pra minha aula como sempre, e tava em um daqueles dias de dar um basta naquela situação, nem olhei pra cara dele, eu tinha a impressão de que ele queria me dizer alguma coisa, mas como não falou nada voltei pra casa. Quando cheguei em casa ele me ligou. Me chamou pra ir ao cinema, disse que ia me chamar antes, mas não conseguiu, eu rindo fui encontrar com ele.

Até que o amigo idiota dele estragou tudo, contou umas mentiras dele e eu acreditei, me decepcionei, e comecei a namorar com outro, mas essa estória eu deixo pra outro post.

A conclusão que chego é que os maiores amores sempre nascem do ódio.

 

Lembra quando… eu levei uma gaia?! 02/11/2009

Filed under: Cabra Safado,Corno,Histórias NUNCA publicadas!,Namoro — Naty @ 20:09
Tags: , ,

Muita gente tem vergonha de admitir que é corno, como se fosse uma coisa errada, como se tivesse feito uma coisa errada. Eu não tenho um pingo de vergonha, pra falar a verdade eu tenho vergonha de bem poucas coisas, às vezes sou mesmo desbocada (não de xingar todo mundo com os palavrões mais cabeludos do vocabulário brasileiro), no sentido de sempre falar tudo, de não ter vergonha de falar de nenhum assunto.

Esse é um dos assuntos que eu não tenho a menor vergonha de falar, afinal, quem nunca foi corno(a) um dia ainda vai ser.

Além do mais eu acho que quem deveria ter vergonha é quem traiu, e não que foi traído. Na minha concepção fidelidade é tudo, quando acho que fui infiel a alguém (não só namorados, mas amigos ou minha família)  morro de vergonha e de remorsos. Então com uma coisa podem contar, que é minha fidelidade.

Mas o fato era que eu estava no auge dos meus 17 anos, acabando o colégio e começando a faculdade, uma nova fase de vida e blá, blá, blá. Um belo dia, numa inauguração de uma boate, fiquei bem bêbada e acabei ficando com um amigo do meu primo.

No outro dia fui procurar o dito cujo no orkut, e lá está ele. Adicionei ele no orkut e depois ele me adicionou no msn, conversa foi, conversa veio, e resolvemos nos ver novamente. Nem lembro direito pra onde fomos, só sei que saímos juntos mais meia dúzia de vezes. Quando ele arrumou suficiente coragem, me pediu em namoro, e eu bobinha, fiquei radiante e aceitei.

Hoje em dia quando encontro esse meu ex-namorado sempre me pergunto porque namoramos, não temos absolutamente NADA haver, ele tem um estilo meio largadão e alternativo, além de adorar dar uma “bola” de vez em sempre, e eu sou super patricinha do estilo fresca e odeio gente drogada comigo, lógico que eu nunca soube que ele drogado, afinal, o corno é sempre o último a saber.

O problema é que naquela época eu era meio alienada e idiota, e aceitei, achando que tínhamos muito haver, e que iríamos passar o resto de nossas vidas junto e felizes para sempre, coisa de gente idiota, coisa de gente apaixonada.

Namorei com ele por 6 meses, e até então era ótimo, nos dávamos bem, e eu ia anulando minha vida (como todo mulher na primeira paixão) pra viver só a dele, hoje eu sei que esse estilo de relacionamento não funciona comigo. Ele continuou a sair com os amigos, e eu não, só queria sair com ele, só queria tá com ele, todo o resto do mundo era sem graça sem ele, mas pra mim tava tudo bem.

Foi um mar de rosas durante os 6 meses seguintes, íamos ao cinema, ele ia na minha casa, às vezes íamos a alguns barzinhos, e, como ele tinha uma banda, todos os domingos íamos aos ensaios da banda dele.

Num desses belos fins de semana ele me ligou dizendo que iria em uma festa de aniversário de um amigo… em Porto de Galinha. Eu com meus 18 anos, sempre superprotegida e mimada pela minha família não podia viajar sozinha com meu namorado, então ele foi sem mim.

A figurinha chegou a me ligar quando estava lá na farra, bebendo todas, mas no começo da noite, eu tentei ligar pra ele depois e ele não atendeu, tudo bem, eu, como boa mamona de família fui dormir. 

O outro dia era um domingo, dia de ensaio da banda, ele chegou de Porto e foi direto na minha casa como tínhamos combinado, para ir ao ensaio.

No ensaio foi tudo normal, nada tinha de diferente, no fim ele perguntou se gostei e eu respondi que sim e ele me deixou em casa, como se nada tivesse acontecido.

Durante a semana não nos víamos muito, porque ele morava na zona sul e eu na zona norte, mas tudo isso era normal.

Lá pela quarta-feira ele me liga, dizendo que ia passar lá em casa. Achei estranho, mas fiquei feliz mesmo assim. Quando desci no mezanino pra falar com ele estavam meus ainda amigos lá, Mari, Victor e minha irmã, ele tava um pouco mais afastado do grupo.

Fui lá onde ele estava, “Oi Mô!” e me deu um selinho na maior cara de pau. A próxima coisa que ele disse desmoronou meu mundo “Naty, fiquei com uma menina em Porto, ela é irmã de um amigo meu, e acabou rolando.” as lágrimas caiam sem eu nem notar, o que se seguiu foi aquele discurso de sempre, que eu era muito boa pra ele, que ele tinha um carinho muito grande por mim, mas que tava muito envolvido com a menina e blá blá blá, um monte de mentiras.

Sai correndo, passando por meus amigos e subindo direto pra casa, fui chorar mais no meu travesseiro, e minha mãe foi lá me consolar. Chorei mais, a noite toda, o dia seguinte todo, a noite do dia seguinte todo. No terceiro dia de choro parei, pensei e cheguei a seguinte conclusão: ele não merecia minha lágrimas, foi um filho da p*ta comigo e eu não iria mais chorar por uma pessoa que me traiu. Nunca mais chorei por homem nenhum depois disso.

Depois minha irmã contou toda a estória: meu tio estava caminhando no calçadão de Boa Viagem, e passando pela frente do prédio dele o viu beijando uma menina, muito esperto como meu tio é, se escondeu atrás de um coqueiro (não sei como ele conseguiu isso né…) e ficou olhando pra ver se era ele mesmo, no fim de 20 minutos atrás do coqueiro, chegou a conclusão de que era mesmo o meu namorado. Liga meu tio pra a irmã da minha mãe (que vem a ser minha tia), e pergunta: “Naty ainda tá namorando com aquele menino?” responde minha tia ” Tá sim, porque?”, e ele conta o que viu.
Daí liga minha tia pra minha mãe, e conta o que meu tio viu. Então liga minha mãe pra minha irmã, e conta o que minha tia contou que meu tio viu, ai liga minha irmã pra Mari, minha melhor amiga, e conta o que minha mãe ouviu que minha tia tinha contado que meu tio tinha visto. Depois disso foi convocada uma reunião de cúpula, entre minha mãe, minha irmã e minha melhor amiga, já que as duas primeiras não sabiam o que fazer com a informação. A conclusão que chegaram era que ele tinha o direito de me falar pessoalmente (generosas elas né?!). Liga então minha irmã para meu futuro ex-namorado: “Olha, já sabemos que você tava se agarrando discretamente com outra em plena Avenida Boa Viagem, então se você não contar a ela, nós vamos.” Lógico que ele inicialmente negou, mas depois acabou admitindo. E o resto da estória vocês já sabem.

O proveito que tirei de toda essa estória? O corno é realmente o último a saber.

 

O homem errado 02/09/2009

Para quem não conhece ou nunca ouviu falar O Homem Errado é uma figurinha folclórica que tem um blog, que venhamos e convenhamos, é bem interessante.

Pois bem, eu venho a conhecer essa criatura.

Conheci o homem errado quando ele ainda era certo, ou pelo menos para mim ele parecia mais ou menos  certo. O conheci na praia de Porto de Galinhas, felizmente eu estava ficando com um amigo dele que resta salientar, é um gato. Os dois, como não poderia deixar de ser, são lindos e galinhas, afinal todo homem bonito é galinha. Mas nessa eu me meti consciente, porque já sabia que a peça não valia lá muita coisa, mas eu também tava numa fase muito, é… digamos, desgarrada! hahahaha Infelizmente eu me apaixonei perdidamente pelos belos olhos azuis do amigo do homem errado, mas isso é história pra outro post.

Mas voltando aquele fatídico dia, estava eu andando na garupa do meu amado dos olhos azuis (sim, naquele tempo ele ainda era bonzinho comigo e não deixava eu andar muitos quilômetros), quando chego na praça de Porto e ele encontra-se com Chicó, a criatura tava tomando vinho carreteiro, com uma calça de pescador de siri e bêbado. Quando vi, virei pra minha irmã e pensamos a mesma coisa: que porra é essa?

Pois eis que Chicó caiu de amores, só naquela noite claro, pela minha irmã, que no auge de seus 15 anos, inocente como uma flor que acabou de desabrochar, caiu na lábia do lobo mau.

Ela foi bastante feliz naquela noite, enquanto ele a chamava de “debutante” (possivelmente porque já tinha esquecido o nome dela) e fazia juras de amor eterno.

E, claro, o homem errado sempre tem uma estória cabulosa pra contar, a daquela noite foi a do ferro de passar.

Chico, estava com duas marcas de chupão, uma em cada lado do pescoço, minha irmã, muito inocente, não sabia nem o que era um chupão, mas perguntou a ele que marca roxa era aquela no pescoço dele. Naquela época ele era do CPOR, então, muito esperto, ele soltou pra minha pobre e inocente irmã a estória cabeluda: Ah, Lila, é que coloquei minha farda do CPOR, só que eu não posso chegar lá com ela amassada, e só depois que coloquei percebi que a gola tava amassada, ai eu com preguiça de tirar a roupa passei a gola com ela no corpo mesmo. Ai me queimei.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Ela bem bobinha, acreditou, e ainda perguntou: Mas e o outro lado, que também tá roxo. Ele respondeu: É porque tive que passar esse lado também.

E ela acreditou de novo. Esse é um fato que até hoje tiramos onda da cara dela, porque quem em sã consciência vai passar ferro na roupa do corpo?

Pois é, eis que sábado eu encontro o homem errado depois de um longo e tenebroso inverno, e lá vem ele me cumprimentar dando logo aquele cheiro no meu cangote! hahahaha E já no fim da festa tá ele de novo, bêbado, perguntando se eu tinha um cigarro e dizendo pra eu ficar com ele, esperando o meu ex-amado dos olhos azuis. Infelizmente a resposta que tive que dar foi: Ah Chico, hoje não, meu galego da chave hoje foi outro, vamo deixar essa pra próxima né?! hahaaay

Tem gente que não muda, nunca! E às vezes isso é bom né? Pra você perceber que o mundo continua no lugar de sempre.